quarta-feira, 18 de março de 2009

Anarquia dos mercados: crise de uma civilização

A crise não é só econômica e financeira. Ela é uma crise de civilização que denuncia modelos absurdos de produção e consumo, os quais destroem a natureza, comprometendo o futuro e o presente da humanidade, pondo em evidência a irracionalidade de concepções econômicas que se pretendiam definitivas e que favoreceram aventuras especulativas. Portanto a crise tem uma dimensão ética e moral. Não é apenas a economia que está ameaçada em muitos países. A ameaça maior é a da degradação social e do caos político que daí possam vir. (Leia mais)
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6 comentários:

  1. Amândio Cruz - Braga - Portugal18 de março de 2009 08:47

    Caríssimo Aragão.

    Como estás?
    Obrigado pelo teu texto sobre a crise, ontem recebi este mail, a mim fez muito bem ler o que se segue...
    No livro “Como vejo o mundo”, Einstein, dá-nos uma surpreendente visão da vida. Realmente, ele era um gênio e revendo a história podemos aprender com ele sobre a crise (ele refere-se à de 1930).
    Genial a sua reflexão.

    “Não podemos pretender que as coisas mudem, se sempre fizermos o mesmo. A crise pode ser a melhor benção para as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

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  2. Carlito - Brasília - DF18 de março de 2009 08:53

    Obrigado pelo texto!

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  3. Severino Pires - Fortaleza - CE18 de março de 2009 19:21

    Alexandre,

    Parabéns pelo artigo. Hoje estou iniciando o Fórum de Gestão do Crediamigo no Ceará, reunindo 57 gestores. Irei realizar a leitura do seu artigo, na introdução de um painel que irei realizar sobre a Crise Finaneira. Um abraço.

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  4. Marcello Benites - Rio de Janeiro - RJ18 de março de 2009 19:22

    Obrigado, Alexandre!
    Pelo seu esforço de buscarmos juntos a saída para atual crise de civilização.

    Abraço!

    Marcello

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  5. Paulo dalla Porta - Fortaleza - CE18 de março de 2009 22:07

    Caro Alexandre!
    Parabéns pelo seu trabalho jornalístico. Transformaste uma parte do discurso do presidente, num texto com uma excelente leveza.
    Na minha opinião como sempre modestíssima nem mesmo entre os cérebros mais privilegiados em economia e outras áreas afins, alguém sabe com certeza, nesse momento, até onde essa crise econômica perigosa vai nos levar.
    Espero que o nosso País dessa vez não pague um preço tão alto, como em tantas outras crises que passamos.
    Pois bem, no final do texto o presidente esforça-se para injetar um otimismo extra na rapaziada, ao afirmar. "Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
    Seria maravilhoso se, com o esforço de todos, pudéssemos superar os obstáculos e chegar a esse resultado "profético" de superar a crise, dando a volta por cima. E, quem sabe até se no final da fita nós pudéssemos estar mais bem posicionados, no ranking entre as nações. Se isso acontecer, que ótimo, tudo bem.
    Mas se isso não der certo? Se o esforço de todos for em vão? Mesmo com muito trabalho e sacrifício?
    Bem, agora eu me reporto ao teu texto Alexandre, quando você trata da relação produção e trabalho. Eu sempre achei que numa empresa, o salário seria o pagamento principal pelo trabalho, mas o trabalhador deveria, invariavelmente, participar também do lucro das empresas. Lei para isso a gente, já existe, mas infelizmente essa não pegou. Aparentemente é uma equação simples, mas ela esbarra de frente no egoísmo do ser humano que está do outro lado do balcão, e da lógica capitalista do lucro e do acúmulo de riqueza. Acredito que essa crise poderia ser um começo para se começar a quebrar um paradigma esgotado e insustentável e assim iniciarmos uma verdadeira cultura de paz.
    Alexandre, camarada, um grande abraço!
    Paulo Dalla Porta

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  6. Oi, Paulo! A crise de 1929 nos levou à Segunda Guerra Mundial. Acho que o mundo não tem condições de uma 3a. Guerra, devido à capacidade de nossa auto-destruição pelos armamentos nucleares.
    Existe um pensamento de um teólogo da Idade Média, Agostinho de Hipona, que diz o seguinte: "somente uma grande dor pode provocar uma grande mudança". Quem sabe essa crise econômica e ecológica provoque em nós uma mudança cultural, ética e espiritual. Cada um de nós é muito importante neste processo.
    Vamos lá, criar um mundo novo!

    Abraço,

    Alexandre

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